quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Senador Omar Aziz exige fim do embargo à recuperação da BR-319

Em firme pronunciamento na Comissão de Infraestrutura, Senador do Amazonas destaca a importância da obra para a economia e até a geopolítica do Norte do Brasil

Senador Omar Aziz em audiência pública da
Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI)
O Senador Omar Aziz (PSD-AM) fez um forte pronunciamento exigindo que a diretoria do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) reveja o embargo à obra de recuperação da BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO). O tema foi debatido durante audiência pública da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), nesta quarta-feira (21).

Para Omar Aziz, existe um “descompromisso” do governo com a população para retirá-la do isolamento. O Senador do Amazonas avalia como incompreensível que locais como Boa Vista (RR) tenham mais relacionamento com a Venezuela do que com o resto do país. Em sua opinião, falta ao Ibama espírito público, nacional.

“Preferem ter uma notícia em um blog dizendo que são preservacionistas e não têm compromisso público com o Estado, com a população”, denunciou.

Na avaliação do Senador, as obras em andamento – que não envolvem pavimentação do trecho – não representam elevação do risco de desmatamento, como argumenta o órgão ambiental. Omar Aziz alerta que as cidades ficarão isoladas, dentro em breve, com o período de perda de navegabilidade dos rios.

O diretor de Licenciamento Ambiental do Ibama, Thomaz Miazaki, prometeu analisar rapidamente o pedido de suspensão da paralisação. “Não posso me comprometer com prazos, mas acredito que [o exame] será rápido, por todo o interesse social manifestado”, garantiu Miazaki.

O diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Valter Casimiro Silveira, afirmou que o Dnit foi surpreendido com o pedido de suspensão das intervenções de recuperação, já que na BR-319, até agora, estão sendo feitas obras de recomposição de aterro, de revestimento, limpeza lateral e substituição de bueiros rompidos, em busca de garantir a trafegabilidade.

“O Dnit não esta fazendo nada além do que já estava na rodovia. Não estamos aumentando grade, plataforma ou pavimentação”, garantiu. 

Abandono 

A rodovia BR-319 foi concluída em 1976 e abandonada em anos posteriores, com manutenção, recuperação e pavimentação retomadas recentemente. Os segmentos próximos às capitais são asfaltados, mas o trecho do meio, que num raio de 20 km de suas margens afeta aldeias indígenas e áreas de proteção ambiental, não pode receber pavimentação enquanto não houver o licenciamento formal do Ibama.

Esse processo, que envolve um termo de compromisso entre o órgão e o Dnit, firmado no âmbito da Advocacia-Geral da União (AGU), se arrasta desde 2007, com novas exigências sendo impostas pelo Ibama de forma sucessiva. Exemplo disso são as complementações pedidas pela Fundação Nacional do Índio (Funai) nos últimos meses a respeito de possíveis efeitos da pavimentação sobre cinco comunidades indígenas.

Um acordo firmado entre as entidades determinou que as obras de recuperação da rodovia – roçado, terraplanagem, recuperação de pontes de madeira e outras que manteriam as condições de rodagem, ainda que não haja asfaltamento – poderiam ser feitas sem a finalização do licenciamento ambiental, em processo de análise pelo Ibama, desde que os parâmetros atuais da estrada fossem mantidos.

Mas, em agosto, o instituto fez uma vistoria nas obras da BR e considerou que o acordo foi violado, com intervenções não autorizadas. Em alguns trechos, disse Thomaz Miazaki, a largura da faixa de rodagem que era de 5 metros saltou para 18 metros, por supressão de vegetação, uma infração ambiental.

A empresa realizadora da obra foi multada em mais de R$ 7 milhões, teve as atividades paralisadas, e o Dnit foi instado a detalhar, para evitar divergências, quais intervenções são consideradas manutenção e a estabelecer o que pode ser realizado. 

Polo industrial 

Representantes da indústria dos dois estados defenderam a pavimentação da BR-319 como incremento na infraestrutura que beneficiaria o Polo Industrial de Manaus, cada vez mais em risco por perda de competitividade. Segundo Saleh Hamded, representante da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), as vantagens tributárias da Zona Franca de Manaus não estão mais compensando a questão da burocracia e a falta de infraestrutura para dar vazão aos produtos feitos na região.

“Não é só a BR-319 que vai resolver, mas ela seria uma grande alternativa para escoar a produção a um custo menor”, defendeu.

Além disso, a seu ver, falta um modelo de desenvolvimento socioeconômico para a região, uma geopolítica definida. A zona franca, recordou, é a única existente e que ainda evita a pressão sobre a floresta. Sem investimentos que garantam os empregos, a tendência é a floresta ser atacada e o desmatamento aumentar, salientou.

Para Alan Gurgel, representante da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero), é uma “falta de lógica” não haver uma ligação efetiva de Manaus com o resto do Brasil. Manaus hoje só tem saídas aérea e fluvial ou marítima, o que considera insuficiente. Em sua opinião, a biodiversidade que a rodovia poderia prejudicar já foi perdida anos atrás, quando a rodovia foi construída.

“Hoje, quem é prejudicado é o amazônida”, disse.

Fonte: Agencia Senado 
Foto: Ariel Costa

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Omar Aziz prepara relatório sobre o Programa Ciência Sem Fronteiras

Omar Aziz prepara relatório sobre o Programa Ciência Sem Fronteiras
Além de um balanço sobre o projeto, o Senador do Amazonas avaliará se os resultados compensam o investimento de R$ 9,5 bilhões desde 2011

O Senador Omar Aziz (PSD-AM) prepara um relatório de avaliação das políticas públicas de formação de recursos humanos para Ciência, Tecnologia e Informação, com ênfase para o programa Ciência Sem Fronteiras. Durante reunião da Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT), na manhã desta terça (20), o Senador do Amazonas conheceu o resultado da pesquisa do DataSenado com bolsistas e ex-beneficiários do Ciência sem Fronteiras.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Omar Aziz faz pronunciamento contra corte de R$ 16,8 bilhões na Saúde

Senador do Amazonas propõe que sejam cortadas mordomias de ministros ao invés do governo federal diminuir os investimentos na área da Saúde


“Eu não me permito aprovar um Orçamento no Congresso que vai tirar dinheiro da saúde. Não dá para tirar R$16 bilhões da saúde, ano que vem. Uma atividade que salva vidas, que trata de pessoas com câncer, que trata de crianças portadoras de deficiência”.

Foi com este firme pronunciamento que o Senador Omar Aziz alertou os parlamentares, na tarde desta terça-feira (6), sobre o teor do ofício que recebeu do governador do Amazonas, Professor José Melo, que apelava contra o corte de R$ 16,8 bilhões, estimados pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde e pelo Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde.

Líder do PSD no Senado e coordenador da bancada do Amazonas no Congresso Nacional, Omar Aziz tem se notabilizado pela defesa de investimentos na área da saúde. No mês passado, o Senador conseguiu aprovar uma emenda que destina R$ 4,5 milhões para equipar hospitais no interior do Amazonas.

“Cada Senador ou Senadora que ousar votar um orçamento tirando dinheiro da saúde se considere uma persona non grata nos seus Estados”, avaliou.

Sem mordomias para Ministros

Reportagem do jornalista Ricardo Boechat denuncia que, entre 1º de janeiro deste ano e 22 de setembro, foram realizados 2206 voos de autoridades federais em jatinhos da Força Aérea Brasileira (FAB). Na avaliação do Senador Omar Aziz, esta é uma área em que o governo federal poderia economizar.

“Corte viagens de ministros que usam a Força Aérea para cima e para baixo deste País. Um País que está parado, um País que não tem obra, por que os ministros ficam tanto viajando? Corte o cafezinho dos gabinetes, mas não tire dinheiro da saúde. O povo brasileiro, na sua maioria, necessita do dinheiro da saúde pública para se tratar”, exigiu Omar Aziz. “Esse Orçamento não pode ser aprovado desta forma. Retire-se dinheiro de outros lugares!”, completou o Senador do Amazonas.