O Senador do Amazonas apresentou 17 recomendações para o aperfeiçoamento do programa
Foi aprovado, na Comissão de Ciência e Tecnologia, o relatório do Senador Omar Aziz (PSD-AM) sobre o Programa Ciência Sem Fronteiras. O relatório abordou políticas públicas voltadas à formação de recursos humanos para ciência, tecnologia e inovação e indicou que o Programa Ciência sem Fronteiras deve ser transformado em política de Estado.
O relatório preparado pelo Senador Omar Aziz foi apresentado na manhã desta terça-feira (15). O Programa Ciência sem Fronteiras foi instituído pelo Decreto 7.642/2011, o que não garante sua continuidade em caso de mudança de governo. Por esse motivo, Omar Aziz apresentou a proposta de incorporar o programa ao arcabouço jurídico nacional.
O senador também apresentou 17 recomendações para o aperfeiçoamento do programa. Entre outras sugestões, o senador aconselha que seja intensificada a parceria com o setor privado e aponta a necessidade de criação de mecanismos de avaliação quantitativa e qualitativa do programa.
“A manutenção de um programa de mobilidade internacional, de que o Brasil não pode abrir mão, precisa ser acompanhada de investimentos, por fontes públicas e privadas, no desenvolvimento de projetos de pesquisa e nos laboratórios das universidades e demais instituições científicas nacionais. Trata-se de medida fundamental para garantir que os ganhos de programa dessa natureza não fiquem restritos ao nível pessoal, mas que sejam compartilhados com outros estudantes e pesquisadores”, acrescentou o senador no relatório.
Recomendações
- Promover a continuidade do Ciência sem Fronteiras
- Assegurar que o programa se configure como política de Estado, e não apenas de governo
- Intensificar a busca de parcerias com o setor privado
- Em relação às bolsas no exterior, conferir prioridade à concessão de bolsas de pós-graduação
- Promover a aproximação direta entre universidades brasileiras e estrangeiras
- Introduzir critérios de equidade na concessão das bolsas do programa, com o cuidado de evitar que aspectos socioeconômicos afastem os melhores estudantes
- Estudar a possibilidade de criação de programas de financiamento parcial ou de financiamento na modalidade de empréstimo, no caso de estudantes com melhor nível socioeconômico
- Ampliar os incentivos para a vinda de professores e pesquisadores estrangeiros
- Intensificar ações transversais envolvendo os diversos setores da administração pública
- Ampliação do número de bolsistas do Ciência sem Fronteiras em universidades e instituições de pesquisa mais bem avaliadas
- Reforçar a capacitação das agências de fomento na elaboração dos projetos de pesquisa
- Oferecer maior suporte para o acompanhamento acadêmico e emocional dos bolsistas
- Promover análise mais criteriosa das atividades acadêmicas oferecidas pelas instituições selecionadas
- Identificar as razões do não aproveitamento dos créditos feitos nos estudos no exterior
Prioridade à criação de mecanismos de avaliação quantitativa e qualitativa do programa
- Incentivar as universidades a criar iniciativas próprias de avaliação dos resultados
- Ampliar os investimentos públicos e privados na criação e modernização de laboratórios das universidades e centros de pesquisa nacionais.
Fonte: Assessoria
Fotos: Ariel Costa
