quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Senador Omar Aziz defende fim de apadrinhamento político na Petrobras

Durante sessão no Senado Federal na manhã desta quinta-feira (5), o senador Omar Aziz defendeu o fim dos apadrinhamentos políticos em órgãos do governo, principalmente na Petrobras, que atualmente vem passando por vários escândalos de corrupção. Durante discurso o senador elogiou a atitude da presidenta Dilma em buscar uma solução para a companhia.

“Eu vejo hoje o Brasil esperando essas mudanças. Conheço a presidenta Dilma e sei que ela vai fazer o máximo para que essas mudanças aconteçam. Mas aí, nós políticos, temos que dar à presidenta Dilma um voto de confiança. Nenhum partido político pode estar exigindo ministério ou cargos dentro do governo para pessoas que não tenham capacidade de resolver os problemas e de ajudar o Brasil a sair desta crise nesse momento”, comentou.

O senador frisou, ainda, que os desvios cometidos na Petrobras nos últimos anos poderiam ser investidos em diversos programas sociais que beneficiariam a população e também na segurança das fronteiras, impedindo a entrada de drogas e armas vindas de países vizinhos, principalmente, da região Amazônica.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Oposição cobra explicações para denúncia de propina ao PT

O PT negou, por meio de nota emitida nesta quinta-feira (5), que tenha recebido propina em negócios da Petrobras. A assessoria do partido afirmou que o PT recebe apenas doações legais, declaradas à Justiça Eleitoral. Segundo o PT, as novas denúncias seguem a mesma linha de outras feitas em processos de delação premiada e têm como principal característica a tentativa de envolver o partido em acusações, mas “não apresentam provas ou sequer indícios de irregularidades e, portanto, não merecem crédito”. Segundo a nota, os acusadores serão obrigados a responder na Justiça “pelas mentiras proferidas contra o PT”.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Governistas ficam com cargos na Mesa Diretora do Senado

A votação ocorreu após muito bate boca entre a presidência do senado e senadores da oposição

 
Com a oposição ausente do Plenário, o painel registrou 46 senadores a favor da chapa única, 2 votos contra e 1 abstenção-Foto: Walmir Barreto / Agência Senado

Terminou sem acordo a votação para a Mesa Diretora do Senado, mas com a eleição da chapa apresentada pelos governistas por 46 votos a 2. A Casa vinha enfrentando dificuldades de entendimento para a manutenção da regra de proporcionalidade, e acabou vendo surgir duas chapas, de governo e de oposição, para a ocupação dos cargos. No fim, sem acordo para manter o critério de tamanho das bancadas para as indicações de cada cargo, a oposição se retirou do plenário e a chapa governista ganhou a eleição como única apresentada.

A chapa vencedora é formada por Jorge Viana (PT-AC) na primeira vice-presidência, Romero Jucá (PMDB-RR) na segunda vice-presidência, Vicentinho Alves (PR-TO) na primeira secretaria, Zezé Perrela (PDT-MG) na segunda secretaria, Gladson Cameli (PP-AC) na terceira secretaria e Ângela Portela (PT-RR) na quarta secretaria. Os suplentes serão os senadores Sérgio Petecão (PSD-TO), João Alberto Souza (PMDB-MA) e Douglas Cintra (PTB-PE).

A chapa apresentada pela oposição, que segue a ordem da proporcionalidade, era composta por Jorge Viana na primeira vice-presidência, Romero Jucá na segunda vice-presidência, Paulo Bauer (PSDB-SC) na primeira secretaria, Ângela Portela na segunda secretaria, Zezé Perrela na terceira secretaria e Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) na quarta secretaria.

A votação aconteceu depois de muito bate-boca entre oposicionistas e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), no plenário do Senado. Os senadores de PSDB, PSB e DEM apontavam um movimento de retaliação para que PSB e PSDB não fizessem parte da Mesa Diretora, e acusavam o presidente de estar “atropelando” a oposição. Os três partidos apoiaram a candidatura do senador Luiz Henrique (PMDB-SC), que disputou a presidência com Renan e perdeu.

“O que se fez foi tramar uma manobra, foi constituir um bloco de forças políticas nesta Casa, com o objetivo de excluir da Mesa Diretora o PSDB e o Partido Socialista Brasileiro, isso é o que se fez. Não sei quem fez isso, alguém liderou esse processo. Houve uma questão política grave”, acusou o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) no plenário.

Em consonância com a declaração dele, o líder do PSDB, senador Cássio Cunha Lima (PB) acusou Renan Calheiros de estar beneficiando seus aliados. “O presidente Renan fez a opção clara de dividir o Senado e ser presidente apenas dos 49 senadores que o elegeram”, disse o líder, que acusou o presidente do Congresso ainda de fazer “manobra inaceitável e acordo de conchavo e coxia”.

Depois de bater boca com Renan no plenário, em que foi acusado de estar ressentido por ter perdido as eleições presidenciais, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse que o presidente do Senado rompeu relações com a oposição. “Infelizmente, o presidente eleito do Congresso Nacional não compreendeu a dimensão do cargo que ocupa, acha que o Senado Federal pode ser instrumento de uma aliança até, quem sabe, para protegê-lo”, disse Aécio, justificando a retirada da oposição da disputa pela Mesa Diretora.

Renan, por sua vez, pediu diversas vezes para os líderes que tentassem acordo, mas disse que não suspenderia a sessão. Ele garantiu que defendia a manutenção do critério de proporcionalidade, mas não poderia interferir, porque o acordo deveria ser feito pelos líderes partidários. “Eu posterguei até hoje a eleição da Mesa do Senado  por falta de acordo e entendimento entre os líderes. Quem inscreve a chapa são os líderes, não é o presidente. Se os líderes concordam, faremos a eleição com chapa única. Eu não sei ainda que chapa os líderes inscreveram. Se dependesse de mim, eu inscreveria uma chapa de consenso absoluto, mas essa tarefa não é minha, é dos líderes partidários. Eu quero o entendimento, a conciliação, o consenso”, disse.

Fonte: Terra


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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Senador Omar Aziz diz que PSD apoia o governo, mas ele tem restrições quanto a postura do governo.

 Alçado a líder do Partido Social Democrata no Senado, Omar comandará uma bancada de quatro senadores. Em entrevista, o senador falou sobre sua relação política com o Governo da presidente Dilma e do governador José Melo


Ao tomar posse neste domingo (1) como senador do Estado do Amazonas, Omar Aziz (PSD-AM), chega com a experiência política de quem já foi vereador de Manaus, deputado estadual, vice-governador e governador do Estado (2011-2014). Alçado a líder do Partido Social Democrata no Senado, Omar comandará uma bancada de quatro senadores, mas já trabalha para formar um bloco político entre oito e dez parlamentares. Nessa entrevista ao jornal A CRÍTICA, o novo senador fala dos projetos e bandeiras do mandato e da relação política com o Governo da presidente Dilma e do governador José Melo.

Quais os temas e ações que o senhor vai focar e priorizar nesse mandato de senador?

Chego preocupado com os problemas do Estado, mas a experiência que tive como governador vai me ajudar a buscar soluções institucionais e políticas para resolvê-los. Temos problemas de infraestrutura, energia, água e saneamento; precisamos fazer investimentos no setor primário para alavancar mais oportunidades; a exploração mineral; a questão da segurança pública cujas causas não estão nas nossas cidades, mas nas fronteiras onde entram as drogas, armamento pesado sob os olhares pacíficos da segurança nacional brasileira.

O PSD é um partido aliado e da base do Governo Federal, mas o senhor tem dito que a sua postura será de independência. Como se dará essa relação?

Nos quatro primeiros anos de Governo, a presidente Dilma se comprometeu com algumas coisas que não fez no Amazonas. Na mobilidade urbana, não houve esforço do Ministério das Cidades para que isso acontecesse; a prorrogação da Zona Franca ocorreu quando eu já tinha saído do Governo e em época eleitoral. Era para ter saído há quatro anos; temos a BR-319 que precisa ser concluída; não temos um porto decente no Amazonas para escoar a produção do Polo Industrial. No interior, o Governo prometeu fazer aeroportos e não fez nenhum; o linhão de Tucuruí está lá, mas não chegou efetivamente para atender a população; temos a maior mina de silvinita do mundo para produzir fertilizante e a Petrobras não tem interesse em explorar.

Então, o seu apoio (e do PSD) em votações dos projetos do Governo passa pelo atendimento dessas demandas do Estado do Amazonas? Sem resolvê-los, o senhor votará contra?

Não é uma questão de cobrança pelo apoio; não é um toma lá, dá cá. Essa minha posição é em relação ao Governo como um todo. O PSD apoia o Governo, mas eu tenho muitas restrições à postura do Governo. Vamos ter que discutir sim as questões do Amazonas e do Brasil.

Para conseguir algum resultado concreto, é preciso ter força política. Como conseguirá esses apoios? O senhor está disposto a coordenar a bancada?

Nosso partido tem quatro senadores, eu tenho direito ao assento das lideranças como líder do PSD. Além disso, estamos conversando com oito dez senadores para fazer um bloco de partidos para ganhar e garantir essa força política. Unidos, poderemos reivindicar em qualquer Ministério as coisas do Amazonas e dos demais Estados. Com relação à nossa bancada, vamos discutir essa questão posteriormente, mas se realmente acontecer, pelo menos vamos nos reunir para discutir os nossos problemas, o que não aconteceu nos últimos quatro anos.


Como vai ser a sua participação no Governo de José Melo?

Minha participação será como tem sido até agora: apoio ao governador José Melo, acreditando que ele vai fazer um grande governo; vai passar por dificuldades como todos os outros governadores passaram por dificuldades. Vai ter minha ajuda naquilo que for necessário conseguir; vou lutar muito para conseguir recursos para o Amazonas porque sei das necessidades que o Estado tem, por isso, posso colaborar com o José Melo e torcer para que ele faça um governo melhor que o meu. Que o Governo dele seja bem melhor avaliado que o meu; quanto melhor o governo do Melo, melhor para todos nós que moramos no Estado do Amazonas. A torcida é que a segurança dê certo, a saúde e acredito no equilíbrio e na capacidade administrativa do Melo, a experiência que tem e é por isso que o apoiei para governador. Um candidato que saiu com 1% nas intenções de voto e se tornou governador do Estado do Amazonas.


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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Omar toma posse como senador e foca Amazonas como prioridade

Senador destacou reconstrução da BR-319 e segurança como pautas. Ex-governador do Amazonas foi eleito com 933.996 votos em 2014.

Senador tomou posse na tarde deste domingo (1º), em Brasília (Foto: Divulgação/Assessoria de Comunicação)
Senador tomou posse na tarde deste domingo (1º), em Brasília (Foto: Divulgação/Assessoria de Comunicação)
 Omar Aziz (PSD) tomou posse no Senado em Brasília neste domingo (1º). O novo senador afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que sua prioridade será buscar, junto ao Governo Federal, apoio para as demandas do Estado, como segurança nas fronteiras, saúde, mobilidade urbana e reconstrução da BR-319.

Eleito com 933.996 votos nas eleições de 2014, na coligação que também reelegeu José Melo (Pros), o senador assegura que seguirá dando todo o suporte político ao governador para a implementação de projetos visando melhorias para a população amazonense.

O senador ressaltou ainda que a experiência na vida pública do Amazonas - além de ter sido Governador entre 2010 e 2014, , ele também assumiu cargos de vereador em Manaus, deputado estadual, vice-prefeito, secretário de Obras e de Segurança Pública - será importante nessa nova etapa. Em nota divulgada neste domingo, ele apontou que "o conhecimento profundo dos problemas pode facilitar na articulação, junto aos órgãos afins, de soluções para as diversas demandas do Estado."

 Entre as pautas que Omar deve discutir no Congresso Nacional, estão os crimes na fronteira do Amazonas, apontados por ele como uma das causas do problema  na segurança do estado. Em nota divulgada neste domingo (1º), o senador enfatizou, ainda, a necessidade de investimentos na saúde, a liberação de verbas para a mobilidade urbana em Manaus e a obra da BR-319 (Manaus - Porto Velho).

Ao tomar posse, Omar Aziz, também, assume a liderança do Partido Social Democrático na Casa, que inicia essa legislatura com uma bancada de quatro senadores.