sábado, 19 de março de 2011

Coordenador e Omar divergem sobre nova estação do Proama

Governador garante operar sistema em 60 dias, mas técnico diz não haver previsão

Vereadores acompanharam o governador Omar Aziz na visita às obras do Proama (Divulgação)

Sessenta dias é o prazo que o governador do Amazonas, Omar Aziz, deu para que 18 bairros das zonas Norte e Leste da capital comecem a receber água por meio do Programa Água para Manaus (Proama), cujas instalações ficam localizadas no bairro Colônia Antônio Aleixo, Zona Leste.
A declaração foi feita pelo governador, na manhã desta quinta-feira (17), durante a visita dos vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) à nova estação de tratamento de água.
O coordenador executivo do Proama, Sidney Monteiro, afirmou, porém, que não há previsão para o início do funcionamento do sistema em Manaus.
“Ainda não dá para dizer quando a população vai ter água nas torneiras. Demora 30 dias para encher os tanques, e é necessário fazer mais testes. Creio que até o final do ano a população poderá ter água”, declarou Sidney Monteiro.
O governador Omar Aziz informou, ainda, que neste período irá iniciar a licitação para contratar a empresa que vai administrar a nova estação de tratamento de água.
“Acredito que em até 60 dias já teremos a empresa que  administrará o sistema. Além disso, o objetivo é ampliar esse sistema para todo o Estado”, afirmou. O investimento no Proama é de R$ 333 milhões e vai beneficiar 500 mil habitantes em 18 bairros das zonas Norte e Leste.
  
CMM promete fiscalizar obras
Na visita feita pelos vereadores da CMM, o presidente da Câmara, Isaac Tayah, parabenizou a iniciativa do governo. “E, sobretudo, vamos fiscalizar o funcionamento do Proama. Já na próxima quarta-feira, iremos realizar uma audiência pública para fiscalizar as obras”, completou o vereador.
Já aconteceram várias mudanças na data de entrega do Proama, que foi construída na Ponta das Lajes, na Colônia Antônio Aleixo.
A implantação efetiva do sistema foi anunciada para março de 2010, depois para junho do mesmo ano e agora para até o final de 2011.

Paralisação
A obra já sofreu dois atrasos - o primeiro, quando uma balsa colidiu com uma pilastra, em abril de 2010, e em outubro, com o desmoronamento do Porto Chibatão. Os testes mencionados pela coordenação incluem o ligamento das tubulações da rede e, em seguida, a análise da qualidade da água.
Depois que começar a operar, o sistema vai ter capacidade para produzir 2,5 metros cúbicos de água por segundo - a metade do volume produzido pela Ponta do Ismael.
Os tanques demoram 30 dias para encher completamente. A manutenção, de acordo com o coordenador executivo Sidney Monteiro, vai custar R$ 6 milhões por mês, mas o governador Omar Aziz afirmou que a tarifa de água não vai ser alterada.

Bairros
Os 18 bairros contemplados com o novo sistema de distribuição de águas são Jorge Teixeira, João Paulo II, Brasileirinho, Santa Inês, Tancredo Neves, Nova Floresta, Gilberto Mestrinho, Grande Vitória, São José, Zumbi dos Palmares, Armando Mendes, Cidade de Deus, Braga Mendes, Mutirão, Águas Claras, Valparaíso, Fazendinha e Aliança com Deus.



 

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