Conforme divulgado pela imprensa, o ex-gerente de engenharia da Petrobras Pedro Barusco estimou, em depoimento concedido em acordo de delação premiada, que o PT tenha recebido, entre 2003 e 2013, de US$ 150 milhões a US$ 200 milhões de propina retirada dos 90 maiores contratos da Petrobras. Pela manhã, o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, prestou depoimento à Polícia Federal sobre o assunto, em um desdobramento da Operação Lava-Jato. Por meio de nota à imprensa, Vaccari disse que o PT não tem caixa dois, nem conta no exterior, e que só recebe contribuições legais.
Impeachment
Com a nova denúncia, a oposição voltou a cobrar providências. No site do DEM, o líder do partido, Ronaldo Caiado(GO), defendeu a apuração rigorosa das denúncias. Ele disse que o Congresso Nacional precisa investigar o envolvimento da presidente Dilma, do PT e do ex-presidente Lula com os possíveis desvios. Para Caiado, Dilma não tem credibilidade e deve satisfações ao povo brasileiro.
Para o senador José Agripino (DEM-RN), a possível comprovação da propina de US$ 200 milhões “estarrece o mundo inteiro”. Para o senador, os desvios de recursos na Petrobras podem representar o maior caso de corrupção do mundo. Ele acrescentou que as condições para um pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff ainda não se completaram, mas “estão se avolumando”.
O líder do PSDB no Senado, senador Cássio Cunha Lima (PB), disse que os escândalos de corrupção chocam o país cada vez mais.
— O PT lavou tanto dinheiro que faltou água no Brasil. Será um esforço muito grande as autoridades recuperarem a totalidade desse dinheiro que foi roubado do povo brasileiro — afirmou Cássio.
Saneamento
A senadora Ana Amélia (PP-RS) lamentou as denúncias que vêm atingindo a Petrobras. De acordo com a senadora, depois de saneada, a Petrobras vai continuar sendo a maior empresa brasileira e a de maior credibilidade.
— Eu acredito. Mas, para isso, é preciso um grande trabalho de saneamento, profundo, na nossa grande Petrobras — afirmou.
Para o senador Omar Aziz (PSD-AM), a simples saída da presidente da empresa, Graça Foster, não resolverá os problemas da estatal. Segundo ele, a corrupção na estatal tem mais a ver com a "forma de dirigir” do que com pessoas.Omar Aziz ressaltou que acredita na presidente Dilma e acrescentou que ela será capaz de promover as mudanças necessárias no país. O senador ainda pediu uma mudança de cultura e criticou os partidos que exigem cargos em troca de apoio.
— Com a Petrobras, chegamos ao fundo do poço e, infelizmente, neste fundo do poço não há mais petróleo — lamentou.
Fonte: Senado
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