segunda-feira, 11 de abril de 2011

O grito da liberdade, atravessado ha muito tempo, na garganta

" Estar acima das paixões e dos sentimentos, mesmo provando-os". Na frase de Tilgher, a explicação de que é possivel ser critico e homem de ação ao mesmo tempo.

 

Não precisa muito esforço para identificarmos que partidos politicos no Brasil de hoje agem como as ordens monásticas da Idade Média. Alem de personificarem o lider, o chefe carismatico, ainda personificam ideias, tendencias. O carlismo de ACM, o sarneysismo do pmdb, o petismo lulista, o psdbismo de FHC e por aí vai. O mais novo é o psdismo do Kassab, também chamado de Partido Social Democratico.

Com toda a pujança que a novidade desperta e o forte apelo do seu lider, o PSD do Kassab desembarcou em Manaus e claro, arrebatou o mais influente lider politico da atualidade: o governador do Estado, Omar Aziz. De quebra levou os primeiros seguidores que, certamente, deverão aumentar em numero como, de resto, ocorre quando o chefe tem não apenas o carisma, mas o poder nas mãos...

Deixo os comentarios sobre a importancia do PSD do Kassab para os especialistas. Contento-me com a observação da decisão.
Costuma-se dizer que Omar Aziz se tornou politico a reboque de outros lideres locais. Não concordo. Convem não esquecer a atividade estudantil com a devida militancia que experimentou na sua juventude. Se pouco ou não, foi o bastante para aprender e cultivar a experiencia de lidar com a política - partidaria - e dela conhecer as manhas, boas ou mas intenções dos lideres de qualquer estirpe.

Sair do PMN era dever politico de Omar ha muito tempo, desde que o ato não criasse constrangimento de qualquer tipo tanto à sua candidatura ao governo do Estado em 2010, como a seus seguidores, uma vez que a reforma politica ainda não chegou e, atualmente, existem inúmeras restrições a mudanças partidárias.
Alguns pontos a comentar: por que Aziz não foi pro PMDB. Por que não ficou no DEM. Ou por que não embarcou no PTB de Amazonino?

Evidente que qualquer uma das hipoteses seria um contrasenso. Questão de estetica política.
Verdade é que ficando de fora durante todos esse tempo e escondendo-se em um partido pequenino, quase nanico, sem nenhuma expressão nacional e mesmo regional, de relevância político-partidaria, pôde elaborar sua propria concepção teleológica da politica local. Tanto é que devera comandar e dividir com Amazonino Mendes, provavelmente em outro partido, o conjunto de forças com vistas à proxima eleição.

Ao mesmo tempo, inegável a importância da atitude do governador. Agora, não precisa que ninguem lhe diga ou ordene o que fazer da sua vida politica. Pode deixar que ele sabe muito bem o que fazer. Deu o grito da liberdade, né mesmo?

Quanto à importancia do PSD, agora não só do Kassab, mas do Omar, também, em pouco tempo se cria, cresce e vira gente grande. É esperar pra ver...

Nenhum comentário:

Postar um comentário